Nove meses de alegria ou nove meses de sofrimento? Cabe-lhe a si escolher!
Nos dias de hoje assistimos a diversas configurações de famílias, muito diferentes da tríade
mãe-pai-filho
. É comum vermos famílias que optam por não ter filhos, vermos mães ou pais solteiros, umas vezes por opção, outras chamam-lhe “infortúnios” da vida… E ainda os casais homossexuais que vão gerando alguma polémica e inquietação.
Estamos perante evoluções sociais, onde cada um de nós pode e deve ter a sua forma de pensar e de viver a sua sexualidade e vida reprodutiva.
Se olharmos um pouco para a história da família vs recém-nascido, observamos grandes e positivas evoluções. Por exemplo, no séc. XVI a criança recém-nascida era entregue a uma ama que a amamentava e fornecia os primeiros cuidados durante alguns anos até que regressasse à família.
Como verdadeiras mães ou futuras mães conseguem imaginar-se neste cenário?
Felizmente no séc. XIX tudo muda, surge um movimento social de valorização da maternidade, que demonstrou a importância da presença da figura materna ao lado do filho recém-nascido. A mulher passa a ser vista como alguém que possui características únicas de sensibilidade e fragilidade, este ser é capaz de construir, no mundo, laços afectivos e sociais
Iniciava-se assim a era das provas de amor. O recém-nascido, mesmo com os choros, as noites mal dormidas, fazia a alegria desta nova imagem de mãe. As mães aceitam os sacrifícios para que o seu filho ou filha viva melhor, de preferência sempre junto dela.
Contudo a dor de uma mãe, pode começar muito antes do seu filho nascer. Os sacrifícios podem surgir logo após a fecundação. Uma mulher sente e sabe quando está grávida. E sofre quando sente que tem de enfrentar uma vida acrescida de maiores dificuldades. A precariedade de trabalho assusta, as modificações e transformações físicas e psicológicas pelas quais irá passar assustam… E assusta ainda mais a rejeição, que muitas mulheres vivenciam por parte dos companheiros. Para algumas mulheres os meses de gestação são de desilusão e de sofrimento afectivo.
Mulheres fortes e únicas que sozinhas enfrentam as salas de espera, os médicas e os exames médicos. Que sozinhas ouvem o bater forte daquele coraçãozinho que será o seu bem mais precioso. Este bater dá-lhes força para lutarem e protegerem o ser que geram dentro de si. Mulheres estas que guardavam em si o desejo de uma gravidez diferente. Que sonhavam com uma criança, uma criança com características do pai e da mãe, mas apenas as boas. Mulheres estas que sofrem, sozinhas, durante 9 meses… dor esta que será apagada com o ouvir do primeiro choro.
Felizmente nem todas as mulheres se deixam abater por esta situação de pai ausente. Um pai que rejeita a ideia de ser pai. Pai este que se esquece que foram precisos dois para gerarem a criança e são necessários dois para que o desenvolvimento seja harmonioso. Homem este que foi o escolhido, com todo amor, todo orgulho e admiração para ser “PAI”, para nos ajudar na difícil tarefa de criar e educar um filho…
Tornar-se mãe ou tornar-se pai é sair da imaturidade funcional da criança e dar lugar à maturidade do adulto. O filho surge como uma confirmação da maturidade física, sexual e psicossomática dos pais.
Resta saber se o seu companheiro merece essa dor!
Por favor, sejam felizes…
Com carinho,
Cláudia Valente & Teresa Dora
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